Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Mai 11

Para que servem as mãos

Se eu não te posso tocar

Para que servem os lábios

Se eu não te posso beijar,

 

Para que servem os sonhos

Se eu deixei de sonhar

Para que servem as madrugadas

Sabendo que não têm luar,

 

Para que servem as palavras que escrevo

Se ninguém as quer ler

Para que servem os meus olhos

Se eles não querem ver,

 

Para que servem as pernas

Se eu não consigo libertar-me da noite em delírio…

Para que servem os relógios de parede

Se a minha vida é um inferno um martírio.

 

 

Luís Fontinha

22 de Maio de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:58

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