Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

01
Abr 16

uma flor em solidão

alicerça o seu perfume no meu corpo rasgado pelas andorinhas

velhos farrapos voam em direcção ao mar

sussurram palavras desamadas

em construção

no papel em destruição

habita o meu olhar

tenho tudo

e não tenho nada

tenho uma mãe

tive um pai

tenho pão

livros

e nada me falta

pego nas esferográficas do amor

sou feliz

deambulo pelos jardins desta cidade envelhecida

não tenho medo das tuas mãos

tenho uma mãe

tive um pai

nada tenho

e nada me falta

uma flor em solidão

cravada no peito

sangro

sinto a dor dos Oceanos prateados

sinto a dor dos barcos ancorados

escrevo

escrevo nas velas de um velho veleiro

o poema da flor em solidão

e a morte separa-nos

eleva-se ao decimo quinto andar esquerdo do silêncio

e abraça-se no horizonte

e dorme junto às tuas pálpebras de solidez paixão

 

Francisco Luís Fontinha

sexta-feira, 1 de Abril de 2016

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:41

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Abril 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

13

17
22

26
29


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Posts mais comentados
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO