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Cachimbo de Água

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A saudade

Francisco Luís Fontinha 17 Abr 19

A saudade assassina a saudade.

O poeta é assassinado pela saudade,

Quando escreve.

A apaixonada do poeta é assassinada pela saudade.

A amante da apaixonada do poeta é assassinada pela saudade…

Quando acorda a madrugada,

E grita-se; viva a Liberdade.

Os livros são assassinados pela saudade.

A madrugada é assassinada pela saudade.

Da saudade, uma criança brinca com a saudade.

A mulher do poeta é assassinada pela saudade,

E a saudade assassina o amante do poeta.

As palavras são assassinadas pelo poeta,

Que foi assassinado pela saudade…

Morrer-se de quê?

Pergunta a saudade ao filho do poeta…

Morrer-se de saudade.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

17/04/2019

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