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Cachimbo de Água

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Amar sem vento

Francisco Luís Fontinha 31 Mar 18

Amar sem vento, enquanto a Lua adormece o corpo cansado,

A viagem entre parêntesis, distante da sombreada escuridão,

O passo apressado,

Ofegante,

Que caminha na tua mão.

 

Amar sem vento,

Saltar as amarras do sofrimento,

Há gente, com lamento,

Enquanto os ossos fornecem o alimento,

 

A Paz sagrada, imune predicado,

Uns shots no mercado,

Um poema poeirento…

Que poisa no livro sangrento.

 

Amar.

 

Amar sem vento,

Correr as avenidas da tempestade,

Amar,

Amar-te sabendo que a saudade,

Vira gente,

Como o mar,

Ou um barco afundado.

 

Eu sento.

 

Eu sento no amar sem vento…

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 31 de Março de 2018

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