Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

30
Jul 14

Não sei porque chora,

este granito das arcadas em flor,

porque se cansa esta cidade...

porque morre este amor,

se a noite não vai acordar,

e a tarde,

e a tarde teima a alicerçar-se nos lábios da dor,

não sei porque chora,

este granito sem cor,

que no cansaço mora,

que dos abraços inventa as palavras de amar,

quando se dissipa no teu corpo o silêncio grito...

não sei porque chora,

este granito em teu olhar,

esse corpo fervilhando em desejo,

não o sei, agora,

se esse granito é luar...

ou... ou se é um beijo,

não o sei...

porque chora este granito das arcadas,

em flor semeados os seios da alvorada,

este granito das madrugadas,

que um dia desenhei,

e hoje, e hoje não é nada.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:22

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