Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

09
Mai 14

Há uma cidade infinita onde habita o amor proibido,

há uma mulher vestida de cidade, com edifícios de cartão, com janelas e portas de entrada,

há uma rua que fica nos seios dessa mulher,

há uma varanda,

dela... o mar todos os dias avança,

corre como uma criança,

há uma cidade-mulher e proibida...

sem saber que é amada,

 

Há uma gaivota nos cabelos da mulher proibida,

e voa sobre a espuma fictícia das ondas em flor,

há uma cidade,

uma mulher...

e um amor,

todos... proibidos,

 

Há uma mão que pertence à cidade-mulher e não se cansa de acariciar o sorriso da Lua,

finge vertigens e enjoos,

transforma-se em miudinha chuva,

cai nos telhados de zinco,

ouvem-se sons melódicos e palavras poéticas,

há um homem sem cabeça que caiu em desgraça...

não come, não dorme e não sonha,

e acredita que a cidade-mulher um dia vai morrer nos lençóis do pergaminho linho,

 

Há uma madrugada,

tão triste... Meus Deus!

Sem estrelas, árvores ou... ou outras cidades-mulher,

há um rio encurvado no púbis da vergonha de amar... amar o que nunca poderá ser amado,

proibido,

como os cigarros que fumo às escondidas.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sexta-feira, 9 de Maio de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:35

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