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Cachimbo de Água

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Gaivota madrugada

Francisco Luís Fontinha 20 Mar 14

foto de: A&M ART and Photos

 

Voas nos meus olhos, gaivota madrugada,

procuras em mim, palavras,

voas porque sentes nos teus lábios o vento em desejo,

e no teu prometido beijo, uma simples canção, melódica... e adormeço,

e esqueço que lá fora habitam telhados de vidro, esqueletos de prata,

bairros em lata,

lá fora, na imensidão nocturna da embriaguez,

e um dia, talvez... talvez percebas as minhas tristes palavras,

como pertence aos muros o xisto envenenado,

dos socalcos... o cansaço humano vestido de negro,

e no rio... no rio o meu corpo ensanguentado pelas nobres estrelas da cidade,

voas, voas sem saber que estou vivo...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quinta-feira, 20 de Março de 2014

2 comentários

De João Sá a 21.03.2014 às 15:59

Olá Luís,


Não sei se é ouvinte, mas este poema foi lido hoje na Antena1, estando disponível a audição aqui:


http://www.rtp.pt/play/p661/e148044/jose-candeias


(aprox. ao minuto 8)


No facebook do programa,deixei,claro, o link do blog:


https://www.facebook.com/josecandeias?filter=2

De Francisco Luís Fontinha a 21.03.2014 às 22:31

Obrigado João Moreira de Sá. Foi uma autentica surpresa quando recebi no meu telemóvel o e-mail do seu comentário no meu blogue Cachimbo de Água. Não fazia a mínima ideia que o meu poema “voava nos telhados melódicos e poéticos da Antena 1 e do José Candeias.

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