Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

20
Fev 15

Desenho_A1_048.jpg

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

 

 

Estes versos não têm destino,

imagino-me na penumbra saudade das arcadas em flor,

janelas prateadas,

com grades de nylon,

âncoras, barcos encalhados no meu peito,

o sal,

e a noite,

quando termina o calendário suspenso numa parede sem memória...

e o mar avança para mim como um cão faminto,

tão faminto como a própria sede,

a tranquila viagem nos confins da paixão,

como se alguém apagasse todos os candeeiros da cidade,

e todas as sombras do luar,

amanhã estes versos...

num mísero caixote perfumado,

com corações de areia húmida,

e nem assim conseguem acordar as jangadas de silêncio

que vivem enclausuradas numa rua sem nome,

nem idade...

estes

versos

não

têm destino...

ou estória.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

 

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:26

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