Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Fev 18
O corte das palavras,
A garganta dilacerada pela imensidão do poema,
Quando os olhos da lua se cerram e dormem,
As cidades invadem os livros,
O projecto nasce na tela branca da solidão,
A água que se mistura no cotovelo das esplanadas de Verão,
E os incêndios nas mãos do poeta,
Uma caneta foge,
Abandona a casa dos espíritos,
Junto ao rio…

Amar-te paras quê? Se as minhas palavras são de aço,
Enferrujam os frágeis dedos de porcelana,
Quando da noite regressa,
E abraças a minha cama,

Lisboa em chamas,

As ruas desertas, os peixes cansados das paredes infestadas de ratos de papel,
A minhoca perfurando a terra, seca, cálida…

O corte das palavras,
A música perplexa nos confins da montanha,
Escrever-te? Amar-te?

Se o cupido morreu no meu olhar,
Numa noite de saudade,

Junto ao rio…

Abraças a minha cama!



Francisco Luís Fontinha
Alijó, 24 de Fevereiro de 2018
publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:28

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