Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Mai 14

Este poeta que vive no meu corpo,

este poeta que escreve nos meus seios, acaricia-me nos sonhos com tentáculos de insónia,

sussurra-me ao ouvido melodias intemporais, desenha em mim os silêncios da noite,

embriaga-se no meu corpo, e escreve, e sonha, e deseja-me...

 

Nunca fui desejada!

 

Olhava-me no espelho e via uma sombra gélida, com olhar de geada adormecida,

tinha nos meus braços o teu sorriso,

a tua boca,

 

Nunca fui penetrada!

 

Este poeta que vive no meu corpo,

habita num cubículo de areia,

chora,

e grita,

sorri, às vezes, não sorri... quando tem na mão a caneta da poesia,

veste-se de gaivota e poisa nos mastros mais secretos do rio da revolta,

chora,

e grita,

grita em mim as garras da paixão,

sou eu, sou eu... meu amor!

Seu eu que te ama,

sou eu... o poeta sem gravata, o poeta apaixonado, o poeta dos rochedos anónimos.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 31 de Maio de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:52

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