Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

27
Jan 15

Porto, 27 de Janeiro de 2015

 

 

Não te oiço

olho os pássaros suspensos nas árvores

e imagino-te um poema em construção

não te oiço

mas sinto o ranger do teu corpo

como um comboio descontrolado

triste...

tão triste que não sabe o significado da dor

tão triste... que se aprisiona no silêncio de um longínquo corredor

tens nos olhos a noite estampada

e não existem estrelas nas tuas mãos...

nem luar no teu sorriso

não te oiço

invento horas num relógio imaginário

os dias

as manhãs

tudo não passa de um sonho

e não te oiço

meu querido

porque imagino-me nos teus braços

passeando as ruas de Luanda

víamos os barcos

e as sanzalas...

sem que eu percebesse o que era a morte.

 

 

Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:49

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