Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Mai 16

Os meus dias desiguais,

Penosas manhãs de incenso

Suspensas na umbreira do silêncio,

A ânsia de estar só,

Quando um intruso aparece dentro de mim

E me transporta para o desejo,

Fico triste,

Levito na insignificante toalha de vidro que poisa sobre a noite,

Os meus dias travestidos de saudade,

O vício infestado de insectos

Que deambulam nos meus ossos,

A idade surpreende-me,

Ausenta-se do meu corpo,

Alimento as roldanas do cansaço

Com as palavras que não escrevo,

Porque tenho medo das palavras,

Porque tenho medo de escrever…

Sentir em meu redor os barcos da infância

Em pequenos passeios no lago,

Sentir na minha mão a ferrugem do sonho

Que habita o meu corpo,

Sentir na minha mão os fragmentos do sono

Que habitam o meu olhar,

Dizer que te amo é pura falsidade,

Não amo,

Não quero ser amado…

Apenas quero dormir descansado.

 

 

Francisco Luís Fontinha

sexta-feira, 13 de Maio de 2016

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:44

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