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Cachimbo de Água

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sem estrelas nem árvores apenas o mar e o rio

Francisco Luís Fontinha 12 Nov 12

uma gaivota de sémen mergulha nos lençóis húmidos da madrugada

quando do clitóris desce o Rossio em direcção ao rio

das palavras

sento-me apaixonadamente no Jeronymo (Chiado)

e enrolo-me no café amargo que da mão da caneta de tinta permanente

escreve “para ti, com amor”...

e um silêncio de noite

entranha-se no novo livro de A. Lobo Antunes (Não É Meia Noite Quem Quer)

e eu quero

preciso urgentemente que seja sempre sábado

noite

sem estrelas

nem árvores

apenas o mar

e o rio

apenas tu

com amor

no poético corpo de gelo que a madrugada me oferece.

 

(poema não revisto)

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