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Cachimbo de Água

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anti-horário

Francisco Luís Fontinha 1 Dez 13

foto de: A&M ART and Photos

 

um silêncio de sombras perfumadas emagrece na solidão noite desencantada

ouvem-se-lhes as palavras suspensas no armário do cansaço

a parede estremece

desloca-se no sentido anti-horário

e a cabeça tomba sobre o laminado pavimento de vento

 

há palavras proibidas

e proibidas flores habitam os jardins dos solstícios envenenados

um silêncio de nada

em nada na cama da madrugada

há sombreadas manhãs não perfumadas e perfumadas sombras

 

sombras sombreadas que as mãos esquecem

aquecem

e dilatam-se como a pólvora alvorada dos sinos em desalinho

e se eu pudesse

e se eu quisesse... escreveria a última palavra sombreada...

 

a palavra curta

desalinhada

a palavra das palavras sombreadas

a palavra desabitada... quando acorda o luar numa janela estilhaçada

escreveria... AMO-TE... e mais nada

 

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 1 de Dezembro de 2013

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