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Cachimbo de Água

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As palavras que alimentam o meu corpo

Francisco Luís Fontinha 11 Abr 11

São as palavras que alimentam o meu corpo

Nas palavras que roubo aos meus livros

São as palavras que vagueiam no meu cigarro

Das noites de delírio

 

Quando nas palavras

Uma caneta se revolta

E o papel ensonado

Com as palavras amarrotadas

 

Na noite sonâmbula

Um sino corre na torre da igreja

E eis a entrada triunfal de deus…

Que em vez de me trazer comida

 

Traz-me palavras…

Palavras de merda

Sílabas em migalhas

Deixadas ao acaso numa qualquer sanita da cidade

 

São as palavras que alimentam o meu corpo

Nas palavras que roubo aos meus livros

Das palavras que me prendem ao silêncio

Nas palavras dos meus dias sofridos…

 

 

FLRF

11 de Abril de 2011

Alijó

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