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Cachimbo de Água

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As portas cerradas

Francisco Luís Fontinha 18 Mar 11

O azul do céu escoa-se pelas entranhas das portas.

Ao fundo do corredor uma janela

Uma saída para a felicidade,

Milímetro a milímetro a luz natural das coisas

 

Despede-se na noite,

E do meu corpo crescem abelhas.

Tenho um espelho no meu quarto

Com cinco esquinas diferentes,

 

Com três sombras desenhadas.

O azul do céu escoa-se pelas entranhas das portas

E as portas ceradas,

E no corredor passeia uma gaivota

 

À procura do silêncio da lua,

Preciso de me esconder pelas frestas da solidão

E as frestas cerradas,

E das portas, também elas cerradas,

 

Os gerânios

Que se ajoelham aos meus pés,

Nada tenho para lhes dar…

Apenas lhes dizer (- também estou só!).

 

 

 

Luís Fontinha

18 de Março de 2011

Alijó/Portugal

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