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Cachimbo de Água

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O cansaço do Douro

Francisco Luís Fontinha 20 Ago 11

Dálias, margaridas e malmequeres

Suspiros e silêncios ao anoitecer

As nuvens em pedacinhos de algodão

Na manhã a chover,

 

Os rabelos que sobem o Douro

E os socalcos pregados no meu olhar

Dálias, margaridas e malmequeres

Que procuram o mar,

 

E poiso-me sobre o xisto da madrugada

Puxo dos cigarros e adormeço

Canso-me do rio e canso-me do céu

E de mim me esqueço,

 

Folheio a enxada pesada da vida

E um verso entra-me pela garganta

Olho o rio apenas por olhar

E o meu corpo do chão levanta,

 

Sobe até ao sol

E transforma-se em poeira

Este rio e estes socalcos

Nos olhos de uma videira…

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