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Cachimbo de Água

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Querido Novembro

Francisco Luís Fontinha 24 Nov 15

Esta jangada que me transporta

Para os teus braços de alento

Sem água

Sem vento

Esta jangada morta

Na planície do pensamento

Espera o regresso da noite

Ergue-se no limiar da pobreza

Como se a beleza do corpo ardente

Fosse uma estrela em papel

Desfeita em pedacinhos

Na solidão fogueira…

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

terça-feira, 24 de Novembro de 2015

A beleza

Francisco Luís Fontinha 18 Set 11

O descer da alvorada

Pelas escadas da manhã,

A nuvem cansada

Que espreita pela janela cerrada

 

E nas estrelas poisam malmequeres gulosos,

O vento embala as almas para o céu,

E deus orgulhoso

A comer pedacinhos de algodão gostoso,

 

O descer da alvorada

Pelas escadas da manhã,

Deus à porta de entrada

Com uma ardósia quebrada

 

A ditar as leis da natureza,

A alvorada esconde-se entre as árvores doentes

Infestadas de tristeza…

E deus criou a beleza!

As horas intermináveis

Francisco Luís Fontinha 10 Jul 11

És muito bonita, sabias?

E o teu sorriso fascina-me

E os teus olhos me prendem

Às nuvens da manhã

 

Como a seda dos teus lábios

Suspensos nas horas intermináveis

Como a leveza das tuas mãos

No meu peito feito de espuma

 

O fino sémen do sol

Misturado no púbis do mar

Os teus braços que me prendem

E não me deixam afogar…

A manhã nublada

Francisco Luís Fontinha 16 Jun 11

Me encanta a manhã nublada

Nos pássaros o belo

Melodia impregnada dentro de uma caixa de silêncios

Me encanta a árvore ajoelhada quando a olho

 

E nos seus ramos as palavras como frutos

Valsas engasgadas nas sílabas

Me encanta esta manhã

No chão térreo as minhas mãos descansam

 

Alimentam o cansaço de olhar na paisagem

A mulher subindo e descendo as sombras da rua

E na calçada as pedras mergulham

Como gaivotas à procura do nada…

 

 

Luís Fontinha

16 de Junho de 2011

Alijó

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