Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

20
Ago 11

Palavras que acordam à mesa das palavras

Palavras suspensas nas nuvens do céu

Em silabas e vogais e chovem palavras

Nos jornais

Em livros que ninguém lê

Palavras com véu

Na porta da igreja

Palavras das cartas ao léu

Quando do Pacheco morrem de inveja

Palavras no meu jardim

Em pétalas de rosa

Em suspiros de alecrim

Com prosa sem prosa

Palavras que acordam à mesa das palavras

Palavras suspensas nas nuvens do céu

Triem-me a vida

Tirem-me os sonhos

E não preciso de nada

Mas nunca nunca me tirem as palavras

Palavras que dão nome à rua sem saída

Palavras agachadas na calçada

Quando junto ao tejo

Me sentava

E olhava as palavras no sorriso das gaivotas…

Um cacilheiro às voltas

Das palavras que acordam à mesa das palavras.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 12:56

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