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Cachimbo de Água

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Francisco Luís Fontinha 10 Jun 18

Perdeste o sentido da vida. Alimentas-te de sorrisos e lágrimas e empunhas para mim o teu cigarro suicidado, tosco, escaldante Domingo na triste madrugada.

STOP… meu amor; STOP.

 

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Fotografia censurada pelo Facebook

Jardim da saudade

Francisco Luís Fontinha 14 Dez 11

Converso com as vozes

Que conversam comigo

E escrevo-lhes na calçada da noite

Sobre os lençóis de malmequer

No jardim da saudade

Converso com as vozes e oiço as árvores

 

Quando me sento no jardim da saudade

E desenho gaivotas nas folhas cansadas dos plátanos

E desenho as conversas das vozes

No sorriso do silêncio

Antes de adormecer

Sobre mim o ténue cortinado disfarçado de abraço

 

Que as vozes

Semeiam palavras na terra árida da minha mão

E se deitam na charrua de aço

Que corre que corre que corre para o mar

E dos rochedos perplexos e nos rochedos agoniados

Pelo cansaço da manhã

 

As vozes

Esqueletos travestidos de areia

Atravessam o limite da lua

E desaparecem entre os pingos sedosos da chuva

As vozes calam-se e alguém as censura

Dentro de um caderninho amordaçado no jardim da saudade

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