Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

16
Nov 13

foto de: A&M ART and Photos

 

coisas impossíveis que me fazes sentir quando te toco

beijos doirados em lábios despedidos da imensidão do silêncio

não sei quem sou e de onde venho

não percebo onde habito e porque tenho em mim abraços

e correntes em aço

coisas impossíveis...

coisas sem nexo que os olhos absorvem das pálpebras quebradas à dor

e o meu corpo sente

e o meu corpo morre,,,

às palavras cansadas da vida de viver...

sinto-te embrionária nos colchões da insónia

e percebo que és de porcelana amanhecer...

 

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha . Alijó

Sábado, 16 de Novembro de 2013

publicado por Francisco Luís Fontinha às 02:18

21
Ago 13

foto de: A&M ART and Photos

 

Qualquer coisa estranha

na flor que brinca em tua mão de porcelana

qualquer coisa vã

ínfima

que esconde o teu olhar,

 

Qualquer coisa geometricamente sombra nos teus lábios

estranha

castanha

que de nuvem em nuvem

caminha e sonha e sonha e caminha,

 

E morre estranhamente como um pássaro de asas em papel

qualquer coisa estranha na tua mão branca

silenciosamente só

tristemente sentada numa cadeira sem coração...

que vive em ti e de ti se alimenta.

 

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

publicado por Francisco Luís Fontinha às 09:44

20
Jun 12

outras coisas

às vezes

(sinto-me um homem sem pátria)

outras vezes

há coisas para as quais...

coisas inexplicáveis

 

(coisas sem pátria)

 

às vezes

outras coisas

 

procuro o meu nome

na parede da sala

onde está suspensa a última ceia de Cristo

(e curiosamente hoje sem fome)

às vezes

outras coisas

sem pátria

 

e quando acordar o jantar

talvez hoje

coisas sem pátria

às vezes

sem fome

outras coisas infinitas.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 16:11

17
Jun 12

todas as coisas têm um nome

todos os nomes

coisas com rosas brancas nos lábios

 

todas as coisas

todos os nomes

com olhar transparente na boca

todas as rosas

e todos os loucos

 

todas as coisas têm um nome

e eu sou uma coisa

com uma rosa branca nos lábios

todas as rosas

e todas as coisas

são madrugadas sem acordar

 

Todas as coisas têm um nome

todos os nomes

coisas com rosas brancas nos lábios

todos os nomes e todas as coisas

dentro de ti

mulher infinita que habita no meu jardim...

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:54

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