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Cachimbo de Água

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A minha vida sem cor

Francisco Luís Fontinha 30 Abr 11

A minha vida sem cor

Sonhos a preto e branco

Pregados nos meus braços

Escorrem até às mãos

 

E alicerçam-se nos meus lábios.

No cantinho da boca sílabas desordenadas

Que mal consigo prenunciar

Escrever… numa simples folha de papel amarrotado

 

Como se a minha vida tivesse ficado suspensa

No dia de ontem

Na tarde de hoje…

A minha vida sem cor.

 

A minha vida uma perfeita merda

Numa manhã de inverno

Chuvosa

E nem o mar me quer dar a mão

 

Nem a maré levar-me para longe

- Quero ir para um campo de trigo

E deitar-me no chão lavrado…

E olhar as espigas em crescimento…

 

A minha vida sem cor

Sonhos a preto e branco

Sonhos cansados e que se desfazem

Com a passagem das horas

 

Ardem como cigarros na minha mão

E o fumo da minha vida voa no silêncio

Despede-se do inverno

Quando o meu corpo rejeita caminhar

 

Nas ruas da cidade

Eu farto dos candeeiros da rua

Eu farto da cidade que me ignora

E quando eu morrer por mim irá chorar…

 

- GRANDES FILHOS DA PUTA!

 

 

Luís Fontinha

30 de Abril de 2011

Alijó

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