Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

18
Nov 14

Um corpo flutuante nas arcadas nocturnas do medo

o fumo negro da saudade

que sobeja de um cigarro embriagado

tu

tu não vês... que há pássaros poemas

e poetas pássaros

tu

tu não vês... que há palavras disparadas de uma espingarda

um soldado que tomba

e sonha

e flutua...

o corpo flutuante sobe ao cimo da montanha,

 

grita

chora...

e ausenta-se da neblina cinzenta,

 

são horas de adormecer

o cansaço espera o corpo flutuante que aos poucos se solta das cordas do silêncio...

parece sofrer

mas... mas o medo permanece impávido

na parada da insónia

são horas do corpo flutuante renascer

brincar

e... e... e deambular sem correntes calçada abaixo

em direcção ao mar

grita

chora...

e ausenta-se da neblina cinzenta.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Terça-feira, 18 de Novembro de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:44

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