Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cachimbo de Água

MENU

Desintegração

Francisco Luís Fontinha 20 Nov 14

Desintegro-me na desilusão das imagens adormecidas

pareço um velho palhaço gritando para a multidão

palavras

e canções

e noites perdidas,

 

Viagens enigmáticas com odor a madrugada

rios embriagados correndo nas minhas veias

dilatadas

tristes

tristes como as lágrimas da calçada,

 

Desintegro-me sem o saber

enquanto sonho nas planícies lunares

desintegro-me lentamente como o vento nas tardes de liberdade

recebo uma carta... lá dentro habita a saudade...

e desintegro-me nas palavras por escrever,

 

As rosas que disparam sorrisos encarnados

o oceano levitando nas mãos de alguém que é amado

o barco do desejo... navegando

navegando nos cortinados da mentira...

e desintegro-me nos planaltos prateados,

 

Há no teu olhar rochedos vadios comendo mendigos engravatados

das tuas pálpebras ancoradas

despem-se os seios da manhã sem despertador

maldito relógio que nunca morre...

e todas as luzes poisam nos ombros dos alegres desgovernados...

 

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Sobre o autor

foto do autor

Feedback