Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Fev 11

 

O meu corpo emagrece
Ao compasso das horas em desespero
Ao fundo da rua
Deus olha-me
Ou finjo não o ver
Deus zangado comigo
E aos berros
Apenas percebo que me insulta
 
Tenho vergonha e escondo-me nas sombras
E das sombras escrevo poemas
Deus ignora-me
Deus decididamente não gosta de mim.
 
Chamo o teu corpo de seios ao léu
E junto ao rio
Passo-lhe a mão
E percebo que o teu corpo não é uma tela
 
É um reflexo de pétalas
Que se esconde no meu jardim
E deus deseja-te
E eu desejo-te como se fosses um silêncio
 
Uma madrugada inacabada.
Tenho fome
Tenho medo da noite
E da tua voz emerge o desejo
 
E deus
Despede-se do teu corpo…
E no teu corpo escrevo pacientemente…
Amo-te; porque te amo eu?
 
 
Luís Fontinha
27 de Fevereiro de 2011
Alijó
publicado por Francisco Luís Fontinha às 02:36

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