Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

01
Jun 11

Dizem-me para acreditar

Ter esperança…

E pergunto-me ao acordar

Enquanto o sono se despede dos meus olhos

 

Eu vagabundo à nascença

Como poderei acreditar

E ter esperança?

 

Dizem-me para acreditar

Ter esperança…

 

E eu acredito que a lua é quadrada

E o sol construído de lágrimas

Eu acreditar

Eu ter esperança

 

Que amanhã no meu corpo

Uma rosa encarnada

Gritará na alvorada

- Foda-se a esperança

- Foda-se o acreditar

 

Para viver preciso de comer

E para comer preciso de dinheiro…

E ninguém vive da esperança

Tão pouco de acreditar

 

Para viver, para viver preciso de trabalhar.

 

 

Luís Fontinha

1 de Junho de 2011

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 11:31

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