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Cachimbo de Água

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Entardecer

Francisco Luís Fontinha 30 Set 14

Movediças lajes de areia

que transportam o meu corpo até ao entardecer

este feitiço não cessa de arder

e este cansaço parece desgovernado

como um barco

ou um coração apaixonado...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

O Cometa Amar

Francisco Luís Fontinha 22 Jul 14

Não te mexas,

deixa poisar o Cometa Amar na Sombra do teu olhar,

não grites,

mantém-te imóvel nos lábios do entardecer,

não fales, não... não grites,

geme no salivar nocturno que acolhe o luar,

não te mexas, por favor!

Silencia-me como se eu fosse apenas e só o teu livrinho de cabeceira,

a tua almofada recheada com seios de verniz...

o espelho do teu quarto, onde dormes, sonhas... e... e brincas...

como uma menina mimada,

escondida na madrugada,

 

Não te mexas,

fala-me, ouves-me?

Não te mexas,

acaricia o cansaço dos meus abraços com o teu cabelo de cetim,

não grites,

por favor... não sejas assim...

 

Assim, como?

Assim... menina mimada,

menina com sabor a Musseque,

menina... menina bronzeada,

 

Não,

não te mexas,

escreve no meu peito de xisto tudo aquilo que te apetece fazer,

sei lá eu...

também não o sei, meu Amor, mas não te esqueças de nada,

escreve tudo, escreve...

mas... mas não te mexas,

escreve em mim, desenha em mim,

o mar,

o pôr-do-sol, ou... ou a saudade,

o poema mais belos da montanha do desejo,

escreve, não te mexas, escreve... escreve beijo,

 

(Assim, como?

Assim... menina mimada,

menina com sabor a Musseque,

menina... menina bronzeada).

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Terça-feira, 22 de Julho de 2014

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