Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

23
Jan 15

A maré que chora

e

grita

o esperma emancipado da poesia adormecida

a lágrima

o sorriso de uma ferida

a maré que inventa meninos ao amanhecer

o mar endurecido

o mar... o mar a morrer

a sílaba

e

grita

a palavra

na vagina do silêncio...

a maré

cinzenta

a ratazana dos armários de vidro

a infâmia quando acorda o mendigo.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:34

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