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Cachimbo de Água

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Infâmia

Francisco Luís Fontinha 23 Jan 15

A maré que chora

e

grita

o esperma emancipado da poesia adormecida

a lágrima

o sorriso de uma ferida

a maré que inventa meninos ao amanhecer

o mar endurecido

o mar... o mar a morrer

a sílaba

e

grita

a palavra

na vagina do silêncio...

a maré

cinzenta

a ratazana dos armários de vidro

a infâmia quando acorda o mendigo.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

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