Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

02
Mar 11

Eu veleiro fundeado

No teu ventre de rosas

À espera de um olhar teu

Para começar a navegar,

 

Brincar no oceano dos teus seios

Quando a maré do teu sorriso

Me libertar…

E eu veleiro, zarpar.

 

Eu veleiro fundeado

E do vento dos teus cabelos

Uma gaivota saltita na minha mão,

Não me diz – olá… e nas suas asas doiradas

 

O silêncio das minhas velas.

Preciso de vento para me alimentar

E as rosas do teu ventre

Dormindo no meu peito…

 

Cansadas.

Eu veleiro fundeado

No teu ventre de rosas…

E do mar vem até mim um braço gigante

 

Que me aperta como se fosse a tempestade,

Traz vento,

Traz saudade…

Eu veleiro feliz…, posso começar a navegar.

 

 

 

Luís Fontinha

2 de Março de 2011

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:25

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