Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

10
Jun 18

Perdeste o sentido da vida. Alimentas-te de sorrisos e lágrimas e empunhas para mim o teu cigarro suicidado, tosco, escaldante Domingo na triste madrugada.

STOP… meu amor; STOP.

 

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Fotografia censurada pelo Facebook

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:03

04
Jul 13

foto: A&M ART and Photos

 

(este cabrão deste censor é mesmo um grande filho da puta)

O povo gritava,

Revolução, revoluçãoooooo...

O povo farto, eu, eu que sou o povo, apenas nesta história, cansado, apenas num dia perco cinquenta e quatro amigos no Facebook, pergunto-me, porquê,

Porquê questiona-se ele,

Porquê?

Todos, hoje, resolveram remover a amizade que tinham comigo, ou apenas por motivos de censura, algum idiota, para não o apelidar de (cabrão e filho da puta), resolveu, hoje mesmo, remover os meus amigos, telefonou a uns quantos, uns quantos, como as ovelhas, passaram a palavra, e aí está, 2971 e a descer, noutros tempos, ficaria muito chateado, hoje, hoje sinto-me alegre, contente, porque podem remover-me todos os amigos... mas não podem tirar-me as palavras, mas não podem encerrar o Blogue Cachimbo de Água, não podem, não podes, e a descer

Agarra-te minha querida, agarra-te, e coloca o cinto segurança,

Não, não vamos morrer, não chores, oh... não chores que as lágrimas deixam o teu lindo rosto tristonho, como uma rosa, depois da chuva, sim, vamos conseguir, olha meu amor, olha para mim

Estou a olhar, meu querido,

Eles, eles não vão conseguir,

Juras?

Juro, acredita, acreditar sempre, olha sabes quem está em Alijó?

Não, não sei meu querido,

O meu “rating” de amigos está a descer, como o Ex-espião Americano Edward Snowden que tenho a informação acaba de aterra neste momento no Aeroporto Internacional da Chã e vai ficar uns dias hospedado numa unidade hoteleira da linda Vila encastrada no coração do Douro Vinhateiro,

É só o facto...

Diz, minha querida, diz,

Refiro-me à sujidade das ruas, e ao mau cheiro dos contentores do lixo, isso?

Sim, isso,

Isso ninguém vai notar...

Revolução, revoluçãoooooo...

(este cabrão deste censor é mesmo um grande filho da puta)

Isso ninguém vai notar... o cheiro é uma sombra invisível, indolor, como a paisagem, olha meu amor,

Sim, meu querido,

Acreditas em gaivotas?

Acredito,

Acreditas?

Sim, acredito...

Pois... não devias acreditar...

Porquê?

“Todos, hoje, resolveram remover a amizade que tinham comigo, ou apenas por motivos de censura, algum idiota, para não o apelidar de (cabrão e filho da puta), resolveu, hoje mesmo, remover os meus amigos, telefonou a uns quantos, uns quantos, como as ovelhas, passaram a palavra, e aí está, 2971 e a descer, noutros tempos, ficaria muito chateado, hoje, hoje sinto-me alegre, contente, porque podem remover-me todos os amigos... mas não podem tirar-me as palavras, mas não podem encerrar o Blogue Cachimbo de Água, não podem, não podes, e a descer

Agarra-te minha querida, agarra-te, e coloca o cinto segurança”,

“FODA-SE...”.

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha

 

P.S. A foto que acompanha o texto dá direito à perda de 250 amigos...

(Quero lá saber, o censor que se foda)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 22:24

04
Abr 13

O blogue cachimbo de água tem uma página no Facebook; para aqueles que pretenderem seguir o blogue é só irem ao link e clicarem em gosto.

Abraço

(http://www.facebook.com/BlogueCachimboDeAgua)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:23

03
Fev 13

O fim dos dias,

Ontem tinha a certeza que das poucas coisas que me restavam eram estes poucos poeirentos livros, alguns antigos, mais velhos do que eu, alguns até mais velhos que o meu pai, outros, oferecidos por mulheres apaixonadas, outros, coisa nenhuma, apenas amizades que prezo e sempre prezei, o mais importante da vida são os amigos, claro que eu sou apelidado de louco e muitos irão pensar que estou errado, outros, outros que tenho razão, e outros ainda, que sou um parvalhão sem eira nem beira, e talvez o seja, e talvez não

E fico sempre assim, assim como? Assim, sempre que assisto ao fim dos dias, assim como se eu fosse um vulto vestido de sombra à procura de um espelho, olhava-me e via do outro lado alguns arbustos e um pedaço de rio em relâmpagos cinzentos acabando por despenharem-se nas raízes da paixão, como os limos, como os orgasmos que voam entre quatro paredes, como eles, os toques disponíveis no Facebook (servem para quê?), explicam-me que

Servem para não me ficar a dormir enquanto conduzo, isto é, enquanto escrevo, que servem também para eu perceber que estou vivo, ou

Para anunciarem-me o fim dos dias

Será?

Sim, o fim dos dias sem eira nem beira, oiço-os e fico furioso quando me dão toques e quando respondo, não me respondem, tal como a noite quando regressa, saio de casa, fecho hermeticamente a porta de entrada, meto as chaves na algibeira, puxo por um cigarro virtual, e

Fica dia,

Volto a meter o cigarro virtual na algibeira, volto a tirar vagarosamente as chaves, abro a porta de entrada, entro em casa, e

Fica novamente noite,

Desisto,

O fim dos dias,

(Manuseio-o e aprecio a beleza de um Cachimbo construído pelo artesão João Reis, é lindo, e felizmente tenho um entre mãos, manuseio-o e recorda-me os silêncios intermináveis das noites em que eu ainda conseguia voar entre quatro paredes como os orgasmos, ou com um pouco de sorte encontrar nas centenas de poeirentos livros alguns com a tua dedicatória, possivelmente existirá um, um apenas, como os toque que não servem para nada

A não ser,

A não ser proibir-me de adormecer enquanto escrevo),

O fim dos dias, os vultos meus pintados no espelho do guarda-fato, queria ficar sempre lá, como um prisioneiro condenado a prisão perpétua, até que um toque me acordava e libertava,

Abaixo as ditaduras e todos os ditadores deste planeta, abaixo as paixões e os amores das flores carnívoras, abaixo as janelas e as fotografias e os rios que dormem nas cidades de vidro, abaixo os toque, os malditos toques que não servem para nada, rigorosamente nada,

Como uma, apenas uma se existir, dedicatória num dos meus velhos e poeirentos livros,

Na fogueira que cresce, se alimenta, e sorri, à lareira

A tua lareira embrulhada em sonhos e quadradinhos de chocolate, há palavras por dizer, e frases por escrever, e

O fim dos dias,

E

Sim, o fim dos dias sem eira nem beira, oiço-os e fico furioso quando me dão toques e quando respondo, não me respondem, tal como a noite quando regressa, saio de casa, fecho hermeticamente a porta de entrada, meto as chaves na algibeira, puxo por um cigarro virtual, e

E

(acabo de receber mais um toque “virtual”).

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha

publicado por Francisco Luís Fontinha às 20:29

17
Jul 11

Queres uma namorada?,

Uma página do facebook que me olha,

E pergunto-me Porquê uma namorada?, e logo em seguida outra página Mulheres procuram homens!, o meu pensamento mistura-se no fumo do cigarro e complica-se na leitura do texto, a escrita foge-me dos dedos e as teclas do portátil colam-se no monitor de treze polegadas, o Toshiba suspira, a minha mão treme,

- Está tudo doido, a voz dele cansada no vidro da janela, e prossegue com a análise desastrosa dos anúncios que proliferam no facebook, Preciso de uma página para encontrar uma namorada?, foda-se escrevo eu na porta da biblioteca, sou mesmo um atadinho, E elas?, perguntam-me, Que têm?, Elas para encontrar homem necessitam de um endereço de Internet?, Está tudo doido!, diz-me o vidro da janela,

Deixem-se de merdas lamenta-se o cortinado, Será que vocês mulheres precisam de uma página para encontrar homem?, e o cortinado volta à carga, E vocês homens, para encontrar namorada precisam de uma página?,

E eu preciso de um trabalho!, para que quero uma namorada?,

- O cortinado de olhos pendurados na bananeira a murmurar no passeio de cimento Está tudo doido!,

E eu digo que sim ao cortinado.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 15:56

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