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Cachimbo de Água

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A garganta da morte

Francisco Luís Fontinha 30 Dez 11

A solidão dói

A cabeça incha

O corpo mingua

 

Sobejam flores de saliva

Nos meus lábios de algodão

Afina-se um fio de luz na garganta da morte

Onde abelhas sem asas brincam com as nuvens de ontem

E na água silenciosa da manhã

Mergulha o rio da saudade

 

A solidão constrói sorrisos

Nos cortinados amarrotados do corredor sem portas

O teto desce até ao soalho

 

E a dor da solidão

Enrola-se à cabeça inchada

Suspensa no corpo invisível

Sem portas

Sem janelas

Ente o teto e o pavimento

 

O corpo minguado desfaz-se em poeira

E o vento a leva

E o mar a engole

Na garganta da morte

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