Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

29
Mar 14

foto de: A&M ART and Photos

 

O homem de negro aparece-lhe no sonho de papel,

apalpa-lhe o seio, acaricia-lhe as coxas diurnas da paixão,

ouvem-se os estilhaços de um corpo de porcelana,

um tiro de desejo, e “PUM”... a madrugada morre, e o homem de negro transforma-se em mão,

clandestina,

cinzenta,

o homem de negro é a escuridão,

e do espelho inseminado do prazer vêm os cintilantes corações de prata,

lá fora um letreiro grita “Hoje há moelas”, e a rua veste-se de transeunte mendigo,

e hoje, e hoje a mulher apalpada pelo homem de negro, dorme... tranquila, dorme docemente como as curvas esverdeadas dos olhos das searas em construção,

o homem..., o homem de negro, triste, desaparece quando alguém liga o interruptor do amor,

e um pedaço de aço incandescente poisa no seu ventre...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 29 de Março de 2014

publicado por Francisco Luís Fontinha às 19:40

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