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Cachimbo de Água

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Vida em comum

Francisco Luís Fontinha 7 Fev 12

Oito anos meu deus, dois mil novecentos e vinte dias de vida em comum, dia e noite, quantas lágrimas derramei nas suas mãos, e quantos suspiros, meu deus, oito anos, e quando eu precisava ele ouvia-me, e quando ele vinha com as suas birrinhas, eu, eu pacientemente escutava-o e acariciava-o como se fosse uma criança, e guardava todos os meus segredos,

E hoje e hoje descubro que ele é um impostor e um falsário e que não passa de um mentiroso, mentiroso como tantos outros,

E se algum dia descobrirem que o vosso portátil de marca comprado numa loja de marca, oito anos meu deus, oito anos de vida em comum, e se algum dia descobrirem que afinal o software do vosso portátil de marca é falsificado, não estranhem, porque o Windows XP ao fim de oito anos, oito anos meu deus, ao fim de oito anos diz-me que é falso,

Apetece-me gritar…

- Viva o LINUX,

“E se um desconhecido de repente lhe oferecer flores isso é… “, meu deus, oito anos, dois mil novecentos e vinte dias de vida em comum, “isso é VIGARICE”,

Falsário e mentiroso, mentiroso como tantos outros…

 

(texto inspirado numa amiga)

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