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Cachimbo de Água

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O náufrago

Francisco Luís Fontinha 12 Mai 11

Sou um náufrago

Enrolado nas guelras do mar

Cada vez mais distante de terra

 

Não oiço as gaivotas

E nas minhas mãos crescem algas

Que não me deixam acenar à maré

 

Sou um náufrago

E agarro-me nas palavras que o vento transporta

Quando a tempestade emerge nos meus olhos

E no fundo do mar adormecem calmamente

 

Enterram-se na areia

Alimentam os peixes com fome

Brincam como se fossem crianças…

Mas a mim, as palavras, não servem de nada…

 

São apenas palavras

Bem escritas

Ou mal escritas

Palavras enterradas na areia

 

Palavras que alimentam peixes

E eu não como palavras…

Como os peixes.

 

 

Luís Fontinha

12 de Maio de 2011

Alijó

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