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Cachimbo de Água

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O marinheiro ausente

Francisco Luís Fontinha 14 Abr 12

Pedacinhos de mim

acordam na alvorada

 

(oiço a voz invisível da tempestade)

 

as minhas pétalas suspensas no tecto da solidão

quando todos os barcos dormem docente

nos lábios do marinheiro embriagado

no final da tarde

levantam-se as velas de cetim

e todas as luzes do abrigo se encerram como as portas da muralha

 

o marinheiro ausente

deita-se nas minhas mãos

como uma criança cansada

antes de adormecer

 

e desce a noite

e eu

e ele

enlouquecemos abraçados à maré

 

 

(escrito no Ubuntu)

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