Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

14
Abr 12

Pedacinhos de mim

acordam na alvorada

 

(oiço a voz invisível da tempestade)

 

as minhas pétalas suspensas no tecto da solidão

quando todos os barcos dormem docente

nos lábios do marinheiro embriagado

no final da tarde

levantam-se as velas de cetim

e todas as luzes do abrigo se encerram como as portas da muralha

 

o marinheiro ausente

deita-se nas minhas mãos

como uma criança cansada

antes de adormecer

 

e desce a noite

e eu

e ele

enlouquecemos abraçados à maré

 

 

(escrito no Ubuntu)

publicado por Francisco Luís Fontinha às 21:55

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