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Cachimbo de Água

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Vidas anónimas com sabor a naftalina

Francisco Luís Fontinha 23 Mar 14

foto de: A&M ART and Photos

 

Sem o vento ardem as minhas asas,

evaporam-se todos os meus sonhos de neblina adormecida,

hoje, hoje pareço um transatlântico enferrujado, velho e cansado,

sem coração, eu, eu a pedra do muro em desgosto,

subo as escadas do silêncio... e, e sei que não lhes pertenço,

ausento-me, escondo-me, invento vidas anónimas com sabor a naftalina,

sem o vento,

ardem...

ardem as minhas mãos coloridas,

e de dentro de ti vêm a mim as palavras mortas, as palavras não minhas,

ardem e sinto,

sinto que deixei de caminhar nos teus olhos envergonhados...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 23 de Março de 2014

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