Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Suspendo-me nos cabelos do vento
E tenho uma especial atracção pelo negro,
Gosto da noite negra,
Sinto em mim o negro que alimenta
 
A minha mão…
E ninguém, e ninguém repara que na minha mão
Existe uma madrugada
E malmequeres em flor,
 
E nos cabelos do vento
Uma pétala que se esconde,
Um sorriso de menina
Em traquinices brincadeiras.
 
Suspendo-me nos cabelos do vento
E os meus lábios ficam ressequidos
Quando o negro de um petroleiro
Vem fundear no meu peito,
 
E o meu peito sofre,
Geme no negro da noite…
E no meu peito habita
O negro dos cigarros…
 
Dói-me olhar o rosto negro
Das lágrimas floridas
E das pétalas despedaçadas,
Acorda a manhã
 
E o negro da noite
Morre,
Finge esconder-se em mim
E eu, um sonâmbulo da noite
 
Sofro com a claridade do dia,
Tenho medo da luz,
Preciso urgentemente
De um buraco negro para caminhar…
 
Luís Fontinha
27 de Fevereiro de 2011
Alijó
publicado por Francisco Luís Fontinha às 23:57

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