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Cachimbo de Água

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Cresce-me no peito um peso imensurável

Francisco Luís Fontinha 30 Abr 11

Cresce-me no peito um peso imensurável

Trazido pelo fim de tarde

Cresce-me no peito o cansaço da solidão

Num campo de malmequeres

 

Corre um rio na minha mão

Que desagua no meu peito

Apertado pela dor

Espremido pela chuva

 

E corre apressadamente no relógio de parede

O peso do meu peito

O sufoco do dia que nunca mais termina

Sem fim…

 

Sem cor os meus dias pintados numa parede

E a parede esconde-se da luz

Fica negra

E geme no silêncio da noite escura.

 

 

Luís Fontinha

30 de Abril de 2011

Alijó

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