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Cachimbo de Água

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Entre paredes de vidro

Francisco Luís Fontinha 11 Fev 12

Entre o silêncio e a morte

De viver sentado numa rocha de xisto

À espera do mar

Sem saber se existo

Entre o silêncio e a morte

Dos cigarros afogados no rio

Entre paredes de vidro

Resisto

E choro

Quando na madrugada se extinguem os sonhos

E uma nuvem de cansaço

Poisa sobre o meu corpo derretido

Magoado

Entre cigarros e palavras de desalento

As paredes de vidro

Os buracos por onde passam as lágrimas

Os fios de sémen agachados na areia finíssima do Mussulo

Sem vento

Cansado

Eu mergulho

À procura dos cigarros afogados no rio

Sem frio

Derretido na palma da mão de deus

Magoado

E choro

Entre paredes de vidro

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