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Cachimbo de Água

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As pedras de sofrer

Francisco Luís Fontinha 30 Jul 16

As pedras

Onde nos sentamos e descansamos

Onde alicerçamos as mãos

E escrevamos

As palavras de sofrer…

 

As pedras

Do xisto madrugar

Que o príncipe depois de se deitar

Sonha com as pedras de amar,

 

As pedras

De ler…

 

As pedras de morrer

Sufocadas pelos beijos

As pedras

Meu amor

Dançando desejos

Nas janelas de acordar,

 

As pedras

De fumar

Nas searas cansadas pelos vento…

Não sentindo o mar

Nas pedras do pensamento,

 

(As pedras

Onde nos sentamos e descansamos

Onde alicerçamos as mãos

E escrevamos

As palavras de sofrer…)

 

Das pedras do saber…

 

Francisco Luís Fontinha

sábado, 30 de Julho de 2016

corrente em aço

Francisco Luís Fontinha 16 Abr 14

porque choram as pedras entranhadas na pele da tua mão?

pergunto-me e não percebo porque há círculos com olhos verdes,

quadrados com sorriso de gaivota sem nome,

pergunto-me...

porque existe no teu pulso a corrente em aço,

a dor, o sacrifício de um simples abraço,

porque escreves o teu poema nos meus olhos,

se eu,

cego... não o consigo ler,

gritas-me e sussurras-me palavras...

e eu, eu não as quero ouvir,

porque tenho a certeza que choram as pedras entranhadas na pele da tua mão.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

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