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Cachimbo de Água

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O plátano junto à igreja

Francisco Luís Fontinha 3 Out 11

Abraço-me ao plátano junto à igreja

E no meu rosto nascem as lágrimas do fim de tarde

Do meu rosto rompe o pôr-do-sol

No meu rosto o mar em confusão

E na minha mão uma gaivota

Multiplicando à revolta

Os sonhos desfeitos no amanhecer

Abraço-me ao plátano junto à igreja

E apetece-me morrer

Deixar de lutar

E chorar

Na confusão do mar…

E ficar

Eternamente abraçado

Ao plátano junto à igreja

Até que o meu corpo cansado

Despareça na garganta da montanha

Dividido em duas metades

Para um lado

A cabeça

E o resto do corpo mergulhados nas saudades

Do plátano junto à igreja.

Suspendes-te nos meus braços

Francisco Luís Fontinha 13 Ago 11

Suspendes-te nos meus braços

Plátano que dás sombra e vida,

Malditos pássaros

Que atravessam os socalcos

 

E poisam na tua mão em despedida,

Flor que aquece o meu olhar,

Fio de espuma

Onde se esconde o mar,

 

Malditos pássaros

Enrolados nos meus braços,

Canso-me dos plátanos

Rio-me dos cansaços,

 

Suspendes-te nos meus braços

Manhã que acabas de acordar,

Não fujas dos sargaços

Não tenhas medo de amar,

 

E a vida um plátano…

Na manhã acorda

Da noite evapora-se

E na tarde em sonhos de criança.

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