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Cachimbo de Água

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“Poemário 2015”

Francisco Luís Fontinha 12 Out 14

Com a participação de Francisco Luís Fontinha.

Lanternas cinzentas

Francisco Luís Fontinha 16 Jun 14

Há silêncios que lutam enquanto dormes, e sonhas,

há mãos que se cruzam, mãos que rezam...

há silêncios que tu não entendes,

palavras escritas na escuridão,

há silêncios que labutam, que gritam... que morrem...

 

Há cabelos que se despedem do amanhecer,

cabelos brancos, cabelos frágeis, e mãos que rezam,

há silêncios que não te esquecem,

que nunca te ignoram,

cabelos loucos, cabelos que namoram,

 

Há...

talvez...

um poemário à tua espera,

 

Há silêncios dentro do teu armário,

e crucifixos embrulhados em cinzentas pálpebras,

há as tuas palavras,

que acredito, não acredito...

 

Mas que tento acreditar!

Há luzes que brilham, luzes que são engolidas por embarcações enjoadas,

lágrimas, e tristes madrugadas,

poesia, poesia... nos teus cabelos suicidados...

há silêncios...

 

E... e adormecidos soldados.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

poemário

Francisco Luís Fontinha 5 Jun 12

as palavras dos teus olhos

habitam no poemário

enfeitado com cerejas

e hortelã

 

a voz canina da primavera

entranha-se em mim

e o meu corpo pede abraços

ao transeunte anónimo

que apressadamente se esconde

no poema

 

as palavras

morrem

como tu um dia morreste

(habitam no poemário)

mulher suicida-se

no rio imaginário que brinca nos teus beijos

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