Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

07
Abr 11

Aos meus amigos

Aos meus inimigos

Ao sol e à lua

À puta que os pariu.

 

Muitos pensarão

Que enlouqueci. Não, não estou louco!

 

Prometi um poema ao luar

Mas não o escrevi.

E com medo do teu olhar

As palavras esqueci,

E tudo o que tenho, não é nada, é pouco.

É o cansaço da minha Nação

 

Não sei o que escrever…

O que posso eu dizer do luar?

Nada. Tudo. Que após o luar

Vem a maldita madrugada,

A arrogância do amanhecer,

O dia a acordar.

De Inverno, a bendita geada.

E de Verão…, o Sol a nascer.

 

Entre o teu olhar

E o luar,

(Entre o Sol e a lua)

A minha sombra dissipa-se e esconde-se velozmente

Como se eu fosse um átomo de carbono, hidrogénio…

O teu olhar, mente.

O luar, um génio.

 

E o meu corpo parece

Um cadáver em decomposição,

Sinto-me uma liga de aço,

Tungsténio.

Tenho medo do teu juízo, da tua razão,

(até de um abraço teu)

Sim, um abraço,

Aquele, apertadinho, que aquece,

E faz do luar um génio…

 

 

 

FLRF

Alijó

publicado por Francisco Luís Fontinha às 10:52

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