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Cachimbo de Água

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O inferno dos barcos amordaçados

Francisco Luís Fontinha 2 Jul 11

Este inferno

Dos barcos amordaçados

Que entram e saem

Dos meus braços cansados,

 

E das minhas mãos

Acordam as nuvens sem destino

Finco os olhos no espelho

E vejo-me menino

 

Nas ruas desertas da morte

Nos quintais empalhados pela sombra das mangueiras

Porquê, porquê esta vida sem sorte

Na sombra das oliveiras.

 

Este inferno

Na vida sem sentido na vida desgraçada

Eu, uma árvores inclinada na tarde,

Eu, uma flor desfolhada

 

Levada pelo vento e atirada ao mar,

Dos barcos amordaçados

As minhas pétalas em lágrimas de luar

Os meus olhos nas rochas encalhados…

O meu corpo não sente

Francisco Luís Fontinha 1 Jul 11

O meu corpo não sente

O vento da madrugada

O meu corpo não gente

Sem vida sem nada,

 

O meu corpo que finge viver

E sobre o mar adormece

No meu corpo sofrer

Na manhã que desaparece,

 

Vem a menina do mar

Ao meu corpo ausente

Vem menina sonhar

 

Os silêncios das palavras tua mão

Que o meu corpo não sente

No meu corpo o coração.

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