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Cachimbo de Água

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Poeta desencontrado

Francisco Luís Fontinha 31 Mar 11

Às vezes esqueço-me que sou humano

Penso ser

Não ser humano

Ser

Uma integral dupla

Com limites da paixão

Ao ser

Ser poeta desencontrado

E tal como um pintor

Que faz nascer traços na tela

 Eu dou vida ao papel

A minha tela

E a esferográfica

Os pincéis do pintor

Às vezes esqueço-me que sou humano

Penso ser

Não ser humano

Ser

As lágrimas do teu rosto

No acordar da noite

E o dia cansado

Despede-se do teu olhar

Do ser ausente

Iluminado

Eu ser

Ser poeta desencontrado

Às vezes esqueço-me que sou humano

Penso ser

Não ser humano

Ser

A distância que nos separa

Não é distância física

Barreiras papáveis

Mas nesta distância imaginária

Fictícia na luz que nos ilumina

Penso ser

Não ser humano

Ser

Poeta desencontrado.

 

 

 

Luís Fontinha

Alijó

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