Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

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Ago 11

Nada acontece por acaso, nada, e uma mulher não entra na nossa vida por acaso, se fosse verdade, se fosse verdade uma mulher entrar em nós por acaso, a vida não tinha sentido, e nada nos acontece por acaso, nada, E o que seriam dos dias se existisse sempre Sol?, monótonos, tristes,

 

Os dias têm de ter Sol, os dias têm de ter chuva, os dias têm de ter tempestades e trovoadas, só assim, só assim fazem sentido, E o que seriam dos dias sem vento?, o mar não tinha ondas, os veleiros não se moviam, e nada, nada acontece por acaso,

 

E eu, eu acredito, eu não acredito em deus, eu não acredito em destinos, e eu, eu acredito em mim, e acredito que nada nos acontece por acaso, e tudo, tudo tem uma explicação lógica,

 

Neste momento, neste momento estou a um milímetro de cair pelo precipício abaixo, e acredito, e acredito que alguma coisa de boa vai acontecer, e neste momento estou com uma espingarda apontada à cabeça, e acredito que esta vai encravar, porque quando dizem que o errar é humano, é verdade, mas as máquinas também erram, as máquinas são constituídas por pequenos mecanismos, e estes, às vezes falham,

 

E nada acontece por acaso, e uma mulher, uma mulher não entra em nós por acaso,

 

E eu acredito que uma gaivota vai pegar em mim, tirar-me do precipício e levar-me para a areia finíssima da praia, deito-me no chão de barriga para cima e olho o céu, e digo Nada acontece por acaso, Nada.

publicado por Francisco Luís Fontinha às 15:44

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