Blog de Luís Fontinha. Nasceu em Luanda a 23/01/1966 e reside em Alijó - Portugal desde Setembro de 1971. Desenhador de construção civil, estudou Eng. Mecânica na ESTiG. Escreve, pinta, apaixonado por livros e cachimbos...

08
Dez 11

No centro da galáxia

As tuas mãos prisioneiras no infinito

Um orgasmo curvilíneo

Dorme dentro de um cubo de vidro

E as tuas mãos acariciam-no

E às tuas mãos regressa a luz

 

Que à velocidade de trezentos mil quilómetros por segundo

Evapora-se do cachimbo de Einstein

Os uis e os ais do orgasmo curvilíneo

Que fogem do cubo de vidro

No centro da galáxia

Descem

 

Descem e escapam-se

Escapam-se por um buraco de minhoca

E acordam sobre o silêncio do mar

Onde os teus seios de malmequer

Esperam pelas tuas mãos

Prisioneiras no infinito

 

Estará o criador dentro do buraco de minhoca?

E se o criador não passar de uma complexa equação matemática

Que dentro do buraco de minhoca

Brinca com os uis e os ais do orgasmo curvilíneo

Que fugiram do cubo de vidro

No centro da galáxia?

 

No centro da galáxia

As tuas mãos prisioneiras no infinito

Um orgasmo curvilíneo

Dorme dentro de um cubo de vidro

E do buraco de minhoca

Vêm até mim as espátulas da noite recheadas de cereja e morango…

 

Cerro todas as luzes

E fecho todas as portas

E todas as janelas

Sento-me sobre o cubo de vido

No centro da galáxia

E conto as carícias do vento que poisam no meu peito

publicado por Francisco Luís Fontinha às 00:22

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