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Cachimbo de Água

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Torre de Babel

Francisco Luís Fontinha 7 Abr 11

Pego nesta folha de papel

Amarrotada pelo tempo passado

E embrulho os meus fantasmas,

 

E em seguida,

Enterro-os nas profundezas da minha mão.

 

Fumo velozmente

Para me manter acordado,

 

E não ter pena, dó…

 

E eis que me vejo,

Possivelmente, não me vejo,

Despedaçado

Entre escombros e alicerces

Que já não é,

Mas existia a torre de Babel…

 

Estou só!

 

E no silêncio onde adormece

A madrugada,

Bem longe dos meus sonhos, pesadelos,

Uma âncora me arrasta,

Sem sossego,

Para o infinito…

 

E eis que vejo,

Sim… agora consigo ver,

Os meus fantasmas

Enterrados para todo o sempre.

 

 

FLRF

Alijó

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